sexta-feira, 15 de junho de 2012





terça-feira, 12 de junho de 2012


12 de junho  Dia Mundial, Nacional de Combate ao Trabalho Infantil.
É considerado trabalho infantil toda e qualquer atividade econômica ou de sobrevivência, com ou sem finalidade de lucro, remunerada ou não, realizada por crianças ou adolescentes com idade inferior a 16 anos, exceto na condição de APRENDIZ a partir dos 14 anos, independentemente de sua condição ocupacional.
O trabalho que precisa ser erradicado é aquele que:
- Explora a criança ao invés de empregar os pais;
- Escraviza e explora sexualmente;
- Compromete o desenvolvimento físico, social, moral, emocional e cognitivo;
- Cria situações de risco pessoal e social para crianças e adolescentes;
- Retira precocemente a criança dos seus espaços pedagógicos mais legítimos;
- Dificulta a permanência da criança na escola;
- Constitui desrespeito, violação ou negação dos direitos garantidos pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e pela Convenção Internacional dos Direitos da Criança.

sexta-feira, 1 de junho de 2012


CMDCA - RIO Tópico:   CMDCA - RIO
28/05/2012
Época Online - SP Editoria:  Pg: Sociedade 10:16:00
A imprensa que estupra - parte 1
Eliane Brum
A repórter que condenou e humilhou um suspeito não é exceção. O episódio mostra a
conivência histórica entre parte da imprensa, da polícia e do sistema penitenciário na
violação dos direitos de presos pobres (ou presos e pobres)
, jornalista, escritora e documentarista. Ganhou mais de 40 prêmios nacionais e
internacionais de reportagem. É autora de um romance - Uma Duas (LeYa) - e de três
livros de reportagem: Coluna Prestes – O Avesso da Lenda (Artes e Ofícios), A Vida Que
Ninguém Vê (Arquipélago Editorial, Prêmio Jabuti 2007) e O Olho da Rua (Globo). E
codiretora de dois documentários: Uma História Severina e Gretchen Filme Estrada.
elianebrum@uol.com.br
@brumelianebrum (Foto: ÉPOCA)
– Não estuprou, mas queria estuprar!
A frase foi dita pela repórter Mirella Cunha, no programa “Brasil Urgente”, da Band da
Bahia, a um jovem de 18 anos, preso em uma delegacia desde 31 de março. Algemado,
ele diz que arrancou o celular e a corrente de ouro de uma mulher, mas repete que não a
estuprou. Na reportagem, a jornalista o chama de “estuprador”. Pergunta se a marca que
ele tem no rosto é resultado de um tiro. Ele responde que foi espancado. A repórter não
estranha que um homem detido, sob responsabilidade do Estado, tenha marcas de
tortura. O suspeito diz que fará todos os exames necessários para que seja provado que
ele não estuprou a mulher. Ele não sabe o nome do exame, não sabe o que é “corpo de
delito” e pronuncia uma palavra inexistente. Ela debocha e repete a pergunta para
expô-lo ao ridículo. Ele então pronuncia uma palavra semelhante à “próstata”. A jornalista
o faz repetir várias vezes o nome do exame para que ela e os telespectadores possam
rir. Depois, pergunta se ele gosta de fazer exame de próstata. No estúdio, o apresentador
Uziel Bueno diz: “Tá chorando? Você não fez o exame de próstata. Senão, meu irmão,
você ia chorar. É metido a estuprador, é? É metido a estuprador? É o seguinte. Nas
horas vagas eu sou urologista...”.
A chamada da reportagem era: “Chororô na delegacia: acusado de estupro alega
inocência”. A certa altura, a jornalista olha para a câmera e diz ao apresentador, rindo:
– Depois, Uziel, você não quer que o vídeo vá pro YouTube...
Ela tinha razão: o vídeo foi postado no YouTube. A versão mais curta dele já foi vista por
quase 1 milhão de pessoas. Aqui neste link, se quiser, você pode assistir a uma versão
um pouco mais longa, de quase cinco minutos.
O vídeo foi divulgado nas redes sociais, na semana passada, com grande repercussão e
forte pressão por providências. Um grupo de jornalistas fez uma carta aberta: “A
reportagem de Mirella Cunha, no interior da 12ª Delegacia de Itapoã, e os comentários
do apresentador Uziel Bueno, no estúdio da Band, afrontam o artigo 5º da Constituição
Federal: ‘É assegurado aos presos o respeito à integridade física e moral’. E não faz mal
reafirmar que a República Federativa do Brasil tem entre seus fundamentos ‘a dignidade
da pessoa humana’. Apesar do clima de barbárie num conjunto apodrecido de
programas policialescos, na Bahia e no Brasil, os direitos constitucionais são aplicáveis,
inclusive aos suspeitos de crimes tipificados pelo Código Penal”.
E, mais adiante: “É importante ressaltar que a responsabilidade dos abusos não é apenas
dos repórteres, mas também dos produtores do programa, da direção da emissora e de
seus anunciantes – e nesta última categoria se encontra o governo do Estado que, desta
maneira, se torna patrocinador das arbitrariedades praticadas nestes programas”. Em
23/5, o Ministério Público Federal abriu representação contra a jornalista. Em nota, a
Band afirmou que tomaria “todas as medidas disciplinares necessárias” e que “a postura
da repórter fere o código de ética do jornalismo da emissora”.
Em visita ao suspeito, a Defensoria Pública assim o descreveu: “É réu primário, vive nas
ruas desde criança, apesar de ter residência em Cajazeiras 11. Tem seis irmãos, é
analfabeto e já vendeu doces e balas dentro de ônibus. Ao ser questionado sobre como
se sentiu durante a entrevista, ele diz: ‘Eu me senti humilhado, porque ela ficou rindo de
mim o tempo todo. Eu chorei porque sabia que eu iria pagar por algo que não fiz, e que
minha mãe, meus parentes e amigos iriam me ver na TV como estuprador, e eu sou
inocente’”.
A reportagem é um exemplo de mau jornalismo do começo ao fim. E, para completar,
ainda presta um desserviço à saúde pública, ao reforçar todos os clichês e preconceitos
relacionados ao exame de próstata. Por causa dessa mistura de ignorância e machismo,
homens demais morrem de câncer de próstata no país. Os abusos cometidos pela
repórter e pelo apresentador foram tantos, porém, que esse prejuízo passou quase
despercebido.
Por que vale a pena refletir sobre esse episódio? Primeiro, porque ele está longe de ser
uma exceção. Se fosse, estaríamos vivendo em um país muito melhor. O microfone (e a
caneta) tem sido usado no Brasil, assim como em outros países, também para cometer
violências. Nestas imagens, se observarmos bem, a repórter manipula o microfone como
uma arma. (Outras interpretações, vou reservar para os psicanalistas.)
Muitos passam mal ao assistir ao vídeo porque o que se assiste é uma violência sem
contato físico, sem marcas visíveis. Uma violação cometida com o microfone e uma
câmera, exibida para milhões de pessoas, contra um homem algemado (e, portanto,
indefeso), sob a responsabilidade do Estado, que, em vez de garantir os direitos do
suspeito, o expõe à violência.
O suspeito é humilhado por algo que deveria ser uma vergonha para o Estado e para
todos nós: a péssima qualidade da educação. E, no caso dele, o analfabetismo de um
jovem de 18 anos no ano de 2012, na “sexta economia do mundo”. Ao afirmar que o
rapaz era um estuprador, a repórter colocou em risco também a vida do suspeito, já que
todos sabem – e muitos toleram – o que acontece dentro das cadeias e prisões com
quem comete um estupro.
A repórter e o apresentador, porém, são apenas a parte mais visível da rede de
violações. Estão longe de serem os únicos responsáveis. Para que esse caso se torne
emblemático e para que a Justiça valha é preciso que todas as responsabilidades sejam
apuradas, a começar pela do Estado. Tanto em permitir que alguém sob sua custódia
fosse exibido dessa maneira, e possivelmente contra a sua vontade, numa rede de TV,
quanto nas marcas de tortura no seu rosto. As marcas e o relato de espancamento, aliás,
seriam objeto da apuração de qualquer bom jornalista. No caso, não suscitaram
nenhuma surpresa.
Saúde públicaE, para completar, ainda presta um desserviço à  , ao reforçar todos os clichês e preconceitos
relacionados ao exame de próstata.

quarta-feira, 7 de março de 2012

Pedido de Ajuda..

O CIACOM – Centro Integrado de Ações Comunitárias é uma Organização Não Governamental, sem fins lucrativos. Legalmente constituída, com CNPJ Nº 02.750.284/0001-69 em 20 de agosto de 1998, é uma Entidade de Utilidade Pública Municipal, RJ, sobre o Decreto nº 24.547, de 20 de agosto de 2004, inscrito no Conselho Municipal de Assistência Social. 08/007468/1999. E no Conselho Municipal da criança e do adolescente Nº. 02/281/494 Del. Nº 152/00

O CIACOM desenvolve uma série de atividades e projetos de cunho educacional, sociocultural e esportivo, dentre as quais se destaca a ministração de aulas de: informática, reforço escolar, capoeira, jiu-jitsu, karatê e oficinas de percussão, dança-afro além de realizar mensalmente reuniões e palestras com os mais variados temas contamos hoje com 260 crianças e adolescentes com faixa etária entre 07 e 14 anos, e 96 jovens de 17 a 21 anos nossa meta é de alcançar um total de 1200 atendimentos com um trabalho voltada para a inclusão e para a busca sistematicamente do acesso aos nossos projetos e a politicas públicas para que tenham qualidade de vida, ou seja, cidadania plena.

O nosso trabalho visa em primeiro plano, estreitar as relações de crianças, adolescentes e jovens com comunidade a sua volta, permitindo um bom convívio social e cultural, atuando principalmente no resgate de jovens, adolescentes que vivem em famílias em situação de na vulnerabilidade, No combate as drogas, bebidas alcóolicas e gravidez precoce tendo como meta melhorar as condições de vida e o desenvolvimento humano e a diminuição da exclusão social.


Neste sentido, para manter e ampliar as nossas atividades a fim de atender um número maior de crianças, jovens e adolescentes e para que nossas ações sejam concretizadas de maneira eficiente, solicitamos mui respeitosamente, a possibilidade uma parceria com esta conceituada empresa no financiamento de materiais de construção para reforma de nosso espaço de convivência, Espaço: João Cândido Felisberto, localizado na Rua Sacadura Cabral nº 287, Gamboa Rio de Janeiro, RJ. Neste sentido, para manter e ampliar as nossas atividades a fim de atender um número maior de crianças, jovens e adolescentes e para que nossas ações sejam concretizadas de maneira eficiente, solicitamos mui respeitosamente, a sua contribuição através da doação da quantia de R$15,00 que irão ser investidos na realização de nossas atividades que são realizadas no nosso espaço de convivência, Espaço: João Cândido Felisberto, localizado na Rua Sacadura Cabral nº 287, Gamboa Rio de Janeiro, RJ e na Praça Coronel Assunção (antiga praça da harmonia) localizada também no bairro da Gamboa.

Para ajudar: depósito ou transferência bancária para:

Banco: Itaú - agência: 1246 - conta corrente: 43865 –7
Favorecido: centro integrado de ações comunitárias.

Contatos: ongciacom@gmail.com

Atenciosamente.

Evaldo de Jesus
Presidente.

"Quando sonhamos sozinhos, é apenas um sonho. quando sonhamos juntos, é o começo de uma nova realidade".

(Dom Elder Câmara)

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Professores admitem defasagem em relação às novas tecnologias, diz estudo

Professores admitem defasagem em relação às novas tecnologias, diz estudo

A primeira edição da pesquisa TIC Educação, feita pelo Centro de Estudos sobre Tecnologias da Informação e da Comunicação (Cetic.br), do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br), revelou que 64% dos professores admitem a defasagem sobre o uso do computador em relação a suas turmas.
O estudo visa identificar o uso dos computadores e da internet nas escolas brasileiras, além de analisar se o conteúdo aprendido se transforma em conhecimento. Para a realização da pesquisa, participaram 1.541 professores, 4.987 alunos, 428 coordenadores pedagógicos e 497 diretores de 497 instituições de ensino da rede pública estadual e municipal.
Um dos desafios para integrar as tecnologias da comunicação e da informação às atividades pedagógicas em sala de aula é o uso do computador, conhecer as suas ferramentas e como funciona. Os professores, hoje, desconfiam do conteúdo oferecido pela internet porque ainda não têm uma boa aproximação com a tecnologia.
A pesquisa revela que os professores, com idades entre 31 e 46 anos ou mais, não são nativos digitais e, por isso, torna-se imprescindível a capacitação do professor. “Os nativos digitais são pessoas que nasceram a partir da década de 80 em uma sociedade rodeada de tecnologia. Muitos docentes ainda não conhecem o potencial de tecnologias ou de recursos tecnológicos que podem usar em sala de aula, seja por falta de capacitação ou de recursos na escola, o que acarreta em aulas ainda moldadas nos métodos tradicionais de ensino”, explica a pedagoga Emileide da Costa.
Segundo informações da pesquisa, quase um terço dos professores acredita mais nos métodos tradicionais de ensino, como o uso de livros, aulas expositivas e até mesmo pesquisas em bibliotecas, ao invés de usarem os recursos tecnológicos da internet, que é considerada o principal meio de comunicação e de relação entre pessoas.
Fonte: Portal Educação

domingo, 28 de agosto de 2011

Projeto patrocinado pela Petrobras ensina jovens a solucionar conflitos na escola

750 alunos da rede municipal serão agentes de paz .
Alunos de cinquenta escolas cariocas - a maioria localizada em regiões com altos índices de violência - vão participar do projeto Jovens e seu potencial criativo na resolução de conflito, que será lançado no Teatro Calouste Gulbenkian, no Rio de Janeiro, no dia 29 de agosto (segunda-feira). Durante dois anos, cerca de 750 jovens e 150 professores vão criar Núcleos de Paz e promover "círculos restaurativos" sempre que houver situações de conflito no ambiente escolar. O projeto integra o Programa Petrobras Desenvolvimento & Cidadania.
Vinculados ao conceito de justiça restaurativa, os círculos reforçam valores como a participação, a autonomia, o respeito, a busca de sentido e de pertencimento na responsabilização pelos danos causados. Utilizada em escolas de São Paulo desde 2006, a metodologia da Justiça Restaurativa fez diminuir a violência e trouxe soluções que aproximaram a área da Educação e o poder judiciário, ao substituir medidas punitivas por soluções alternativas.
Um bom exemplo de como funciona o método é o caso da aluna de uma escola paulista, que depois de quatro anos sendo xingada por um grupo de meninos, agrediu fisicamente o líder destes. Colocados frente a frente, a garota explicou que o complexo causado pelos xingamentos a levou a meses de depressão e de ausência escolar. O garoto agredido entendeu a colega, pois depois de ter apanhado, passou a ser também xingado pelos colegas. O colégio aproveitou o entendimento entre as crianças e realizou com todos os estudantes um trabalho sobre bullying - termo que define violência física ou psicológica.
A iniciativa é fruto de parceria entre a Secretaria Municipal de Educação (SME) e o Centro de Criação de Imagem Popular (CECIP), ONG especializada em educação e comunicação, e conta com patrocínio da Petrobras. Entre os presentes no evento, destaca-se a participação da convidada especial Kay Pranis, referência mundial em Justiça Restaurativa. A americana é autora do Manual Básico de Processos Circulares e desde 1998 dá consultoria sobre o assunto. Ela veio ao país para capacitar a equipe de facilitadores do projeto atuantes nas escolas. Também estarão presentes Claudia Costin, secretária municipal de Educação do Rio de Janeiro, Luciane Pires, gestora de Responsabilidade Social da Petrobras, Claudius Ceccon, diretor do Centro de Criação de Imagem Popular, e Monica Mumme, coordenadora do Núcleo de Educação para Paz.
.[ Lançamento do projeto Jovens e seu potencial criativo na resolução de conflitos, no dias 29 de agosto (segunda-feira), às 17 horas, no Teatro Calouste Gulbenkian, rua Benedito Hipólito, 125, Centro, Rio de Janeiro (RJ) .Inscrições: inscricao@cecip.org.br. Mais informações sobre o método Justiça Restaurativa podem ser encontradas em: http://www.cecip.org.br/index.php option=com_content&task=view&id=325&Itemid=317 ].